Além do trabalho realizado com pescadores, empresas e governos, o Projeto Albatroz também faz pesquisas que subsidiam ações para reduzir a captura de albatrozes e petréis. Entre esses estudos, estão aqueles que analisam a distribuição geográfica das aves e a sua interação com os pescadores.
Outro exemplo de pesquisas são as relacionadas ao aprimoramento do toriline, equipamento formado, entre outros elementos, por bandeiras coloridas que espantam as aves. Essas experiências testaram e definiram maior eficiência para o equipamento, de forma que ele proteja melhor os anzóis do ataque das aves. Outra experiência testada e aprovada foi colocar o peso que afunda as linhas mais próximo dos anzóis, ação que aumenta a velocidade da submersão do equipamento de pesca e diminui o tempo de disponibilidade das iscas para as aves. As pesquisas realizadas pelo Projeto Albatroz indicam que o uso associado dessas duas medidas – toriline e peso mais próximo dos anzóis - reduz a zero o ataque das aves às iscas em até 75 metros atrás da popa do barco. Os resultados desses estudos subsidiaram a elaboração da Instrução Normativa Interministerial 04/2011, dos Ministérios do Meio Ambiente e da Pesca e Aquicultura.
O uso de medidas mitigadoras beneficia também a produtividade da pesca, já que evita o roubo das iscas pelas aves.